Um convite para desacelerar
- Marina Sant'Anna

- 13 de jul.
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de jul.
Há alguns anos, era natural termos momentos de descanso.
Entre um compromisso e outro existiam intervalos e finais de semana de ócio e calma. O café era tomado sem a companhia de uma tela e o caminho para casa era preenchido com um livro ou uma música. Havia pequenos momentos onde nossas mentes podiam simplesmente descansar e aproveitar.
Hoje, esses intervalos parecem ter desaparecido.
Enquanto esperamos um elevador, respondemos mensagens. Enquanto almoçamos, ouvimos um podcast sobre os 5 passos para nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos. Antes de dormir, mais alguns (muitos) minutos de tela. O silêncio ficou desconfortável, e estar sempre "produzindo" passou a ser uma obrigação (temos até um alarme com lembrete para tirarmos uma pausa de 10 minutinhos durante o dia!).

Photo by Roman Castillo: https://www.pexels.com/photo/woman-walking-with-smartphone-by-wall-in-black-and-white-18548767/
O curioso é que nosso corpo não acompanha esse ritmo.
O nosso corpo continua funcionando como sempre funcionou: precisando de pausas e momentos de descanso verdadeiros para recuperar energia, organizar pensamentos, regular emoções e simplesmente aproveitar os pequenos momentos da vida.
Desacelerar não significa abandonar responsabilidades, ser menos produtivo, nem significa viver uma rotina “perfeita” cercada pela natureza. Mas sim encontrar pequenos momentos em que deixamos de reagir a tudo o que acontece ao redor e voltamos ou cronometrar todos os nossos passos e passamos a perceber o que acontece apenas naquele momento.
Pode ser preparar um café sem pressa,
andar sem rumo de mãos dadas,
cuidar das plantas como a nossas avós cuidavam,
apreciar o som da rolha ao abrir um vinho,
ler algumas páginas de um livro com um bolinho recém saído do forno (e não pedido pelo ifood),
tomar um banho um pouco mais demorado sem aquele podcast ligado,
ou simplesmente aplicar o seu hidratante prestando atenção na textura, no perfume e na sensação da pele, em vez de fazer isso automaticamente enquanto pensa na próxima tarefa.

Parecem e são gestos simples, mas são gestos que nos lembram da beleza de viver a vida sabendo que nem todos os momentos precisam ser cronometrados e planejados. Alguns existem simplesmente para serem vividos.
Existe uma diferença enorme entre terminar um dia cansada porque vivemos experiências importantes (que às vezes também nos desafiam e cansam) e terminar um dia exausta porque não conseguimos respirar entre uma tarefa e outra.
Pode até ser que desacelerar não seja fazer menos ou ter menos tarefas (afinal de contas as obrigações da atualidade são muitas), mas talvez seja estar mais presente naquilo que já faz parte das nossas vidas.
Na Nua, acreditamos que rituais de cuidado não são apenas sobre cosméticos e a busca pela estética “perfeita”. Acreditamos que esses pequenos momentos podem ser lembretes silenciosos de que também merecemos alguns bons minutos da nossa própria atenção entre uma tarefa e outra.
E este é o nosso convite para te lembrar que realmente, às vezes, alguns minutos são suficientes para mudar completamente o ritmo do dia (como abrir a sua Bisnaga de Hidratante Bali e sentir seu aroma delicioooso entre uma reunião e outra).
Eu tenho o privilégio de ter uma primavera linda bem em frente à janela do meu computador, às vezes um beija-flor passa por aqui e eu paro alguns segundos para observar sua beleza, velocidade e delicadeza e posso te confirmar, esses poucos segundos trazem um sorriso e acariciam o meu coração.

Photo by Ludvig Hedenborg: https://www.pexels.com/photo/pink-bougainvillea-flowers-in-tilt-shift-lens-11708254/
Conte para nós quais são os pequenos momentos preferidos do seu dia que te ajuda a desacelerar.

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